segunda-feira, 3 de maio de 2010

Anthem

Tentas ouvir a noite, mas apenas o silêncio grita.
Tentas sentir o dia, mas o amorfo do tempo cobre te por inteiro.
Tentas sonhar com um amanha, mas o pesadelo petrificate deixando com que tudo se desenrole a tua volta, sem som, sem luz, sem qualquer margem para a esperança.
O toque desejado evapora no segundo, as palavras que ressoam abrem um buraco profundo, a imagem desbota, e com tudo isso, estremece a minha vontade, o desejo de um querer.
E só a minha mente grita por ti, como se nao bastasse a intensidade que a tua ausencia derruba a minha ilogica, o meu coraçao intrigado com a sensaçao ficou desperto.
Agora tambem ele chama, chora e grita por ti.

"Close your eyes, he said and then, he kiss me like a never had kissed before"

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Annomaly

Entrei para esquecer tudo o que me desiludia, deixava me enojada ate as entranhas, mas nao imaginava um final tao errado.
Entraste, olhaste em volta, ponderaste e voltaste a sair, eras só mais um, pensava eu.
Voltaste, percorreste cada centimetro com o mesmo charme e elegancia, os dedos tocaram se como se adivinhassem, uma quimica, um desejo, uma ligaçao esoterica, que me prendeu imediatamente ao teu sentido sobrenatural.
Fingi, pensei, tentei fugir, mas estava entrelaçada numa teia de seduçao, o intragavel e cruel destino junto-nos por uma noite.
Uma noite, em que o ceu nao era mais que um ponto negro, em que a classica brisa revolvia no ar, em que o unico sentimento predominante era a magoa.
Apagaste a magoa, apregoaste a confiança, que nunca existira, foste mais que um sonho, foste a felicidade sublimada.
O sadico entrou em acçao, como sempre o faz, o sadico transformou a noite em dia, um ultimo sorriso que me marteriza a mente, revolta os meus sentidos.
A folha volto a ser apagada, mas lá no meio um rasto de tinta indelevel, prevalece, junto com a dor.

"You are doing that face"

quinta-feira, 22 de abril de 2010

the world is black

É extraordiario o facto de ainda continuar a esbarrar na parede invisivel, que me esmaga com todos os pilares se perfilam a seu lado.
É ironico que a vida derrube algo que ela propria criou, a unica conclusao plausivel seria, que ela só queria machucar.
Essa amargura da vida complexa a minha mente, detorpa o sentido ilogico que me mantinha estavel, mas agora transpoe a barreira do sadio, apaga a plenitude ate ai sentida, e um rasto fantasmagorico assombra o sono, e a vigilia.
Apareceste como um princepe, que ganha o seu papel no conto, com o seu momento oportuno de se fazerr notar, ao desenrolar do tempo, o princepe padeceu e o sapo que no seu interior estava guardado revelou a sua garras, e de um verde repugnante e lamacento encheste a minha vida, graduaste-a a tua medida, deixaste me presa a uma lama grutesca e brutal, uma luz lá no fundo tirou me das tuas garras, mas agora percebo que foi só um sonho.
Pela primeira vez sei que nao vou responder a tua chamada mas continua a doer.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Over my head

Incomodo ou Laconico, desigual, opressivo, egoista e ditador, esse é um fundamento da loucura sibilante.
Sonhos sao eufemismos crueis destilados de amor platonico que ecoa, canta aos meus ouvidos, entranha se no meu sangue, fere, destroi, como mais nenhum veneno o consegue fazer.
As palavras reviraram o sentimento, desfiguram, cortaram, até o ar que quase rarefeito o atenuo.
Inseguro, cada passo segue, por ruas desconhecidas, inebriadas de memorias, cada uma delas com um pedaço de ti, a confusao sugere a pergunta, a procura de aceitar algo bastante explicito.

What hell I mean for You?

quarta-feira, 3 de março de 2010

Did You Say it

"Did you say it?
I love you
I don´t ever wanna live without you
You change my life
Did you say it?
Make a plan
Set a goal .
Work toward it, but every now and then, look around: Drink it in cause this is it.
It might all be gone tomorrow"

Mais do que um espaço em branco, é a lacuna criada, mais do que o lugar vago, é o vazio deixado, mais do que as lagrimas, a dor lancinante, o desespero, a impaciencia, a loucura irracional, o grito contido, a ar sofucante, a angustia esgotante, é a queda fatal.
Num segundo o ar fresco de inverno sacode me os sentidos intrinsecos, as pequenas poças reflectem a imagem de um ceu distorcido pela cor, a voz do outro lado da linha era um mero entretenimento, mas no segundo seguinte, a corrida contra o tempo desperta a mais dolorosa sensaçao, a mente fica turva, a voz ja apagada ecoa, as maos tremem, e o corpo estremece.
Uma ultima troca de olhares, um ultimo riso, sorriso, confidencia, brincadeira, toque de ternura.
No ultimo momento, havia um sujeito impassivel, junto a um verbo derrotista, criando uma frase eufemista, confundindo se com uma metafora degradante.
O ponto final atravessou se sem deixar o tempo retroceder, era um ponto finito, e indelevel.
A memoria ficou insegura, agora cada espaço, palavra, situaçao ou sensaçao, se transforma em ópio.
Ela acumulou se no canto, susteve por uns segundos, vacilou e por fim cedeu, imitou a que tinha seguido á sua frente, e deu o exemplo á que vinha atras, pelo caminho deixou a sua marca que pouco tempo depois era apagada pelo um pequeno lenço, quando terminou a curva do rosto, desapareceu tal como ele, a diferença é que ela nao passava de uma lagrima e ele, um pedaço de mim.


I didn´t say...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Stereo Love

Um pensar subtraido pela vida, vida essa nao pensante, mas cativada deixando a opressao, a amargura, a distracçao, o irreal.
A dor tambem essa era real, predominante, como que um sentido invertido, negligente, e insensato.
Por esses detras desses olhos negros nao existe nada mais que um buraco ao infinito, um buraco negro e gelido, contaminado com a aversao do mundo, as lugubres lembranças, as intrigas que só os fantasmas que encarnam todas aquelas lagrimas compreendem.
O caminho esse é seguido, sem ordem, descordenado, invertebrado, mas com uma estrutura, um lema, que só o viver, o pode ditar.
Aquela falta ressequida, de um substrato por vezes é consumada pela tristeza, mas outras vezes fica estagnada, a procura de um atrito, uma inercia, ou somente algo que cubra as lacunas provocadas.
Quem sou eu na verdade, que se nao o nada de ontem, o nada de hoje, e o nada de amanha, a procura pode parecer incessante, instigada pela força que cresce e decresce sem pre-aviso, mas a conclusao ainda que por escrever é um sonho que mais do que imaginado, é vivido, por quem ou o que?, só o tempo o dirá.
Um beijo contundente que ainda ressoa nos meus ouvidos, e faz com que o coraçao bata desenfreadamente, esse foi o sonho, que alguem sonhou, e deixou que a neblina o espalha-se, facilmente, o estrangulador buraco negro lhe sugou a alma, e a dura realidade estalou novamente por cima dos meus ombros.

domingo, 6 de setembro de 2009

Quest

Tempo é uma bomba imparável, engrenada no s mistérios da vida, onde crescemos com desilusões e sonhamos com ilusões.
Esperamos pelo que nunca vem, e corremos atrás do que já temos, colorimos a vida mesmo sabendo que um dia essa cor desaparecerá, e tentamos apagar a morte mesmo sabendo que aparecerá.
Cercamo-nos de reflexões intemporais saturadas do que foi, e nunca mais será.
Imaginamos como mudar uma situação irreversível, e quando tudo o que acreditávamos não era mais de uma miragem, somos invadidos pela lúgubre dor.
Gélidas paredes são esculpidas a minha volta, como se fosse um labirinto, ao tocar lhes posso sentir como são ásperas e como ficam deformadas perante os meus olhos, agora enxutos.
O brilho da lua torna-se voraz e persegue a delicada escuridão que predominava nas noites anteriores, nesse instante tudo parecia iluminado, mas algures num ignóbil labirinto, permanecia consumido pela sôfrega escuridão, e quando tudo não passava de uma incessante e devastadora duvida do ser, os pesadelos insistiam em gritar com vivacidade.